Implantes são cilindros de titânio inseridos no osso da maxila ou da mandíbula, que funcionam como uma raiz artificial para uma futura prótese que se apoiará sobre ele.
Os implantes são feitos de titânio, um material biocompatível que se integra perfeitamente com o osso. A rejeição é extremamente rara, pois o titânio não é um material que o corpo reconheça como estranho. O que pode ocorrer é a falha da osseointegração (integração do implante com o osso), mas não é uma rejeição no sentido imunológico.
A coroa protética é fixada ao implante através de um componente chamado pilar ou abutment. Este pilar é parafusado ao implante e a coroa é cimentada ou parafusada ao pilar, criando uma ligação segura e durável.
Existem vários tipos de implantes no mercado, com diferentes desenhos, diâmetros e comprimentos. A escolha do mais adequado depende das características anatômicas de cada paciente e do tipo de reabilitação necessária.
Os implantes estão indicados para pacientes que perderam um ou mais dentes e desejam repor essa perda. Podem ser utilizados em casos de perda unitária (um dente), perda parcial (vários dentes) ou perda total (todos os dentes). Também podem melhorar a retenção de próteses removíveis.
A maioria dos pacientes pode receber implantes, mas é necessário avaliar quantidade e qualidade óssea, saúde geral, higiene oral e expectativas. Pacientes com certas doenças sistêmicas descontroladas ou em uso de alguns medicamentos podem ter contraindicações relativas.
O especialista avaliará a quantidade e qualidade do osso disponível, a saúde das gengivas, a oclusão (forma como os dentes se encaixam), a higiene oral do paciente, sua saúde geral, medicações em uso, hábitos como fumo e as expectativas em relação ao tratamento.
Nesses casos, podem ser realizados enxertos ósseos para aumentar a quantidade de osso disponível. Existem várias técnicas de enxertia — autógena (do próprio paciente), alógena (de banco de osso), xenógena (de origem animal) ou aloplástica (material sintético). Após o enxerto, é necessário aguardar um período de integração antes de colocar o implante.
A cirurgia é realizada sob anestesia local. O cirurgião faz uma incisão na gengiva, prepara o osso com brocas especiais e insere o implante. Em seguida, a gengiva é suturada. O procedimento geralmente é indolor, pois o paciente está anestesiado. A duração varia conforme a complexidade do caso.
O tempo total varia conforme cada caso. Em média, leva de 4 a 6 meses para a osseointegração (integração do implante com o osso). Após esse período, é confeccionada a prótese. Em casos de carga imediata, a prótese pode ser colocada no mesmo dia da cirurgia.
Nem sempre. Em muitos casos, é possível confeccionar uma prótese provisória que o paciente usa durante o período de osseointegração. Essa prótese provisória é substituída pela prótese definitiva quando a integração está completa.
Sim, essa técnica é chamada de carga imediata. Em casos selecionados, quando há boa quantidade e qualidade óssea e estabilidade primária adequada do implante, é possível colocar a prótese no mesmo dia da cirurgia. Isso reduz o tempo total de tratamento e melhora a qualidade de vida do paciente durante o processo.
Sim! Pode-se colocar 2 ou mais implantes na mandíbula e confeccionar uma prótese sobre esses implantes. Essa prótese será muito mais estável e retida do que uma dentadura convencional, permitindo comer e falar com mais conforto e segurança.
Existem várias soluções. A mais conservadora seria melhorar a adaptação e retenção da dentadura atual. Porém, a melhor solução costuma ser a colocação de implantes e a confecção de uma prótese fixa sobre esses implantes, oferecendo muito mais conforto, estabilidade e segurança.
Os implantes dentários têm durabilidade muito grande. Estudos mostram taxas de sucesso acima de 95% após 20 anos. A manutenção é simples: higiene oral adequada (escovação e fio dental), visitas periódicas ao dentista para limpeza e avaliação, e evitar hábitos prejudiciais como o fumo. Com os devidos cuidados, um implante pode durar a vida toda do paciente.
São tratamentos que integram implantes, enxertos ósseos e próteses para reconstruir completamente a boca de pacientes com perda dental severa, desgaste intenso ou sequelas de doenças. Exigem planejamento digital e abordagem multidisciplinar para devolver função e estética de forma previsível.
É uma técnica em que todo o planejamento é feito em 3D a partir de tomografia e moldes digitais, gerando um guia cirúrgico sob medida que posiciona os implantes com precisão milimétrica. A cirurgia torna-se minimamente invasiva, com menor desconforto pós-operatório e recuperação mais rápida.
Facetas são lâminas finíssimas de porcelana coladas à face externa dos dentes, indicadas para corrigir forma, cor, leves desalinhamentos e espaços entre os dentes. Preservam muita estrutura dental e oferecem resultado natural e duradouro.